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sábado, 14 de janeiro de 2012

Selo "Maravilhas do Brasil"


Na noite desta quinta-feira, dia 12, no Hotel Sofitel do Rio, a Embratur lançou o selo “Maravilhas do Brasil”. Uma parceria dos Convention Bureau de Foz do Iguassu e do Rio de Janeiro. A iniciativa dos CVBs tem como um dos objetivos usar a marca registrada para a divulgação conjunta dos atrativos turísticos das duas cidades. Neste sentido, serão criados folhetos de promoção conjunta para distribuição em congressos internacionais e feiras; networking entre mantenedores das instituições para geração de novos negócios; intercâmbio em gestão, processos e excelência na prestação de serviços, entre outros.

Para o presidentre da Embratur, Flávio Dino, os dois destinos são importantes em todos os segmentos para o turismo brasileiro. Ele também destacou que a parceria público-privada é um modelo benéfico para a economia brasileira. "Rio de Janeiro e Foz do Iguaçu são os nossos principais destinos. São duas cidades muito populares no exterior. Atualmente Rio e Foz ocupam a segunda e terceira posições no ranking das cidades com maior entrada de turistas estrangeiros, com 13,1% e 6,7%, respectivamente. O selo é um passo a mais no casamento dos setores público e privado. Modelo esse deixado de lado após diversas irresponsabilidades de anos anteriores pelo Ministério do Turismo, mas que acredito ser esse um caminho a ser seguido para que o turismo nacional cresça ainda mais", disse.

A iniciativa surge com o objetivo de aproveitar a escolha do Cristo Redentor como uma das Sete Novas Maravilhas da Humanidade e a escolha das Cataratas como uma das Sete Maravilhas da Natureza, o que para diretor de Produtos e Destinos da Embratur, Marco Antonio de Britto Lomanto, não atrapalha nenhum destino, já que ambos se completam. "Estou certo de que a união dos setores público e privado só vai trazer benefícios para o Rio e Foz. Parabenizo pelo trabalho conjunto e tenho certeza que vai dar certo."

Os presidentes dos conventions também destacaram a importância de unir os destinos como estratégia para reforçar a entrada de turistas internacionais no Brasil. O superintendente geral do Rio Convention & Visitors Bureau, Paulo Senise, falou que isso é natural que aconteça e que ambos possuem atrações incomparáveis. "É um desejo antigo que essa parceria aconteça e o bom disso é que nos dá condição de organizar ações em conjunto tanto no país como no exterior", afirmou.

Discurso parecido fez o presidente do Iguassu Convention & Visitors Bureau, Mauro Sebastiany. "Tenho a honra de assinar esse produto. É um projeto ambicioso que sem dúvida só vai trazer benefícios. Rio e Foz, a partir de agora, vão poder fazer ações capacitadoras juntas, dentro e fora do País."
Fonte: Mercado e Eventos.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Guarda Mirim oferece serviços gratuitos à comunidade no Dia da Mulher


A Guarda Mirim de Foz do Iguaçu promove no próximo dia 8 em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o evento "Simplesmente Mulher", onde serão oferecidos de graça aos alunos da instituição, seus familiares e a comunidade em geral, tratamento nas áreas de saúde, estética e cidadania. Cerca de 50 pessoas devem estar envolvidas atendendo na sede da instituição das 9h às 12h e das 13h às 16h. A expectativa é de que usufruam dos serviços entre 400 e 500 pessoas.

A programação, segundo explicou a enfermeira da instituição Heloise Maciel Foster, faz parte do calendário de eventos da Guarda Mirim. "Todos os meses nós temos algum evento e neste mês aproveitamos o Dia Internacional da Mulher para disponibilizar esses serviços", apontou.

Segundo Heloise a ideia principal é aproximar as famílias dos adolescentes atendidos à Guarda. "Nós queremos trazer esses pais e familiares para dentro da instituição", apontou a enfermeira. Além disso, será uma oportunidade, especialmente para os serviços na área de saúde. "Muitos familiares trabalham e nunca têm tempo para fazer esses exames básicos. Este dia será uma oportunidade", observou Heloise.

Atualmente a Guarda Mirim, que foi criada para dar chance do primeiro emprego a menores carentes, atende mais de 950 adolescentes de 14 à 18 anos.

Serviços

Na Estação Saúde haverá aferição da pressão arterial; exames de sangue (glicemia, colesterol e triglicerídeos); avaliação nutricional; avaliação física; informações sobre o câncer de mama e câncer de colo do útero; orientações sobre doação de sangue e de medula óssea; distribuição de preservativos e orientações sobre sexualidade; avaliação da acuidade visual; degustação de alimentos saudáveis. Na Estação Beleza haverá cabeleireira; manicure; pedicure; maquiadora; dicas de moda, além da distribuição e sorteio de brindes. Na Estação Cidadania serão disponibilizadas orientações sobre a Lei Maria da Penha; informações sobre Direito do Consumidor; tribuna das Mulheres e espaço literário.

São parceiros da Guarda Mirim: Furnas Centrais Elétricas; Serviço Social do Comércio de Foz do Iguaçu (SESC); Faculdade União das Américas (Uniamérica); Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste); União Dinâmica Cataratas (UDC); 9ª Regional de Saúde; Hemonúcleo de Foz do Iguaçu; Casa Família Maria Porta do Céu; Vitaderm – Centro de Educação profissional; Centro de Referência e Atendimento a Mulher (CRAM).

Fonte: A Gazeta do Iguaçu
Samyra Nassar

Show de humor "Falando a veras" com o ator de Zorra Total:


Para quem procura sair da rotina, relaxar e rir um pouco vai aqui uma dica do Iguassu Blog. O Mantenedor promove um show de humor "Falando a Veras" com o ator Marcos Veras do programa Zorra Total. A atração irá acontecer no dia 18 de março de 2010 no Cataratas JL Shopping, e deverá ser sucesso de público. Reuna a família e os amigos, adquiram seu ingresso e venham se divertir!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Confira a programação da Ono Teatro Bar para este final de semana:

O Iguassu Blog disponibiliza para você a programação da Ono Teatro Bar para este final de semana, faça a sua escolha e divirta-se!


terça-feira, 2 de março de 2010

Um novo ciclo para Foz do Iguaçu



Depois de crescer (e sofrer) com os ciclos econômicos provocados pela construção de Itaipu e pelo trânsito de sacoleiros, cidade do extremo Oeste paranaense esbanja otimismo com a expansão do ensino superior.

Um novo ciclo para Foz do Iguaçu
Impulsionada pela formação de um polo universitário na cidade, construção civil supera marasmo de quase uma década

Depois de quase uma década de estagnação, a construção civil vive um surto de crescimento em Foz do Iguaçu, no extremo Oeste do estado. Considerando-se apenas os condomínios horizontais lançados no ano passado, o setor imobiliário movimentou cerca de R$ 80 milhões, e a perspectiva para 2010 é das melhores. O otimismo se apoia no desenvolvimento de um polo universitário na cidade – o que, a exemplo dos ciclos de Itaipu, dos sacoleiros e do turismo, tende a gerar efeitos em cadeia na economia da cidade.

Em agosto, terão início as atividades da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e, em 2011, estreiam os cursos superiores do Instituto Federal do Paraná (IFPR). Juntas, as duas instituições devem atrair pelo menos 12 mil estudantes nos próximos anos. Esse é o número de universitários que a cidade tem hoje, matriculados em seis instituições particulares e uma pública, a Univer¬¬sidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). No total, elas empregam cerca de 800 professores.

A Unila espera abrir pelo menos mil vagas neste ano e contratar cem professores, além dos demais funcionários. Quando estiver em pleno funcionamento, terá 10 mil alunos, a metade estrangeiros, e 500 professores, a maioria de fora da cidade. O IFPR, por sua vez, funciona provisoriamente no Parque Tecnológico de Itaipu e tem 120 alunos em cursos técnicos. Em 2011, abre seu primeiro curso superior e, em cinco anos, espera abrir 2 mil vagas.
Aquecido que está, o mercado imobiliário responde por algo entre 25% e 30% da movimentação de dinheiro na cidade, garante o vice-presidente do Sindicato de Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), Jilson José Pereira. Boa parte desse fenômeno se deve aos condomínios horizontais, tendência que surgiu na cidade em 2002. “Hoje as pessoas procuram casas em condomínios fe¬¬chados, em busca de segurança”, diz o empresário do setor imobiliário José Augusto Caldart. Pelo menos seis condomínios horizontais estão na fase de lançamento, com um total de mil novos lotes que custam cerca de R$ 50 mil cada.

Dono de restaurantes, Dias quer alugar imóveis aos novos universitários
Condomínio
200 lotes vendidos em 5 horas
A Alphavile Urbanismo é um dos grupos que lançaram projetos imobiliários em Foz do Iguaçu. Em 12 de dezembro de 2009, a empresa paulistana colocou à venda seu primeiro empreendimento na cidade, o condomínio horizontal Terras Alpha, com a oferta de 383 lotes em uma área de 227 mil metros quadrados na Avenida Paraná, nas proximidades da Unila.A procura surpreendeu. Clientes chegaram a formar filas de madrugada para garantir os melhores terrenos, e mais de 200 lotes foram vendidos em apenas 5 horas. Hoje, 95% dos terrenos já têm dono, na maioria moradores de Foz. “Nós esperávamos que a venda fosse um pouco mais cadenciada. Nossa surpresa foi muito positiva”, diz o diretor comercial do Terras Alpha, Fábio Valle.

Pesquisas.
Segundo Valle, a empresa vem acompanhando a movimentação e a economia da cidade há pelo menos 18 meses, inclusive por meio de pesquisas de mercado. Os indicadores, revela o diretor, desenham um cenário animador. “Observamos que Foz do
Iguaçu tem um indicativo de crescimento muito interessante, em comparação a outras cidades do Paraná e mesmo do Brasil. Isso nos colocou a oportunidade de fazer um investimento imobiliário.” O Terras Alpha é apenas o primeiro dos empreendimentos que a Alphaville pretende fazer em Foz – o primeiro condomínio ocupa apenas um terço do terreno que ela comprou.

Classe média
A percepção do mercado local é que a maioria dos compradores de lotes em condomínios horizontais pretende construir para alugar ou vender o imóvel – em especial para professores e estudantes da futura universidade. Professores tendem a trazer a família, enquanto estudantes podem se reunir em “repúblicas”, comprando ou alugando casas de “padrão classe média” nos condomínios.
Como a construção de imóveis residenciais praticamente parou entre 1997 e 2006, hoje faltam moradias que custem de R$ 60 mil a R$ 150 mil em Foz do Iguaçu. Por isso, segundo corretores, se a Unila começasse a funcionar hoje não haveria imóveis para acomodar todos os estudantes e professores que viessem à cidade. O potencial de crescimento do setor é grande e já atrai investidores de outras cidades, revela Paulo Castegnaro, delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci).
Na região norte de Foz, área que abriga a hidrelétrica de Itaipu e a Unioeste e onde a Unila está sendo construída, o valor dos terrenos mais que dobrou nos últimos tempos, diz Pereira. “Lotes que eram vendidos por R$ 5 mil a R$ 10 mil hoje custam entre R$ 25 mil e R$ 30 mil.” Mas a região da Unila não é a única com potencial de crescimento. Em Foz ainda há muitos vazios urbanos propícios para a construção, no centro e nos bairros. Exemplo disso é a porção leste da cidade, outra que se tornou referência em condomínios horizontais. Segundo o Secovi, são de Foz do Iguaçu 90% dos 320 condomínios cadastrados em seis cidades situadas na regional Oeste.
O empresário Fernando Rodrigues Dias está entre os que apostam na prosperidade de Foz. Chegou de Maringá há dois anos e já tem três restaurantes no primeiro shopping center da cidade, o Cataratas JL. O terceiro ele inaugurou no fim de 2009, já pensando nos futuros moradores da cidade. “O público universitário é um público de shopping e de aluguel”, diz o empresário, que recentemente comprou um imóvel no centro para alugar a estudantes, e com o mesmo objetivo predende aquirir outros apartamentos de dois e três quartos. De olho no mesmo público, Dias também quer investir na área de vestuário. “Em Maringá, quando tem vestibular, a cidade movimenta milhões em poucos dias. O público universitário vai procurar certos tipos de marcas e roupas que aqui ainda não tem.”
Cidade tenta superar histórico de altos e baixos
Embora tenha localização estratégica, na fronteira com o Paraguai e a Argentina, Foz do Iguaçu só ganhou notoriedade a partir da construção da usina hidrelétrica de Itaipu, em 1970. Naquele ano, a cidade tinha 33.970 mil habitantes; uma década depois, o número chegou a 136.320. O fenômeno Itaipu gerou crescimento – novas moradias, escolas, casas comerciais e até bairros inteiros no entorno da usina –, mas também mazelas.

Com a desmobilização da obra da hidrelétrica e o fim dos grandes investimentos em energia, milhares dos chamados “barrageiros” – trabalhadores nômades que migravam conforme se anunciavam novas obras de hidrelétricas – ficaram sem emprego. O mercado formal não conseguiu absorver a maioria, e muitos deles migraram para o trabalho informal. “A população que veio acabou ficando, mas a cidade não teve outra grande obra depois da usina”, diz o professor do curso de Administração da Unioeste Guido José Schlickmann.
Na sequência, a cidade passou por vários ciclos econômicos, como o do chamado comprismo, protagonizado por sacoleiros vindos de todo o Brasil para comprar no comércio paraguaio e que acabavam por movimentar hotéis, restaurantes e bares de Foz. Com a repressão ao contrabando nos últimos anos, essa fonte diminuiu, e a cidade passou a sobreviver apenas do turismo e da renda gerada pelo funcionalismo público – que cresceu à medida em que ficou mais intensa a atuação na região de órgãos como Receita, Polícia e Justiça federais.

Retomada
Hoje, três quartos dos 320 mil habitantes vivem com até 3,5 salários mínimos. Estima-se que, do total de trabalhadores da cidade, 56% sejam informais. Além disso, a maioria da população tem baixo nível de escolaridade – quase metade dos jovens de 16 e 17 anos estão fora da escola.
Mas, para Schlickmann, a vinda da Unila e do IFPR devem consolidar Foz do Iguaçu como cidade universitária e recolocá-la no caminho do desenvolvimento. “Foz estará muito bem dentro de dez anos e isso deve ter como impacto uma diminuição da violência e da pobreza”, diz. Para a presidente da Acifi, a associação comercial e industrial da cidade, Elizangela de Paula Kuhn, a maior vitória é a melhora da imagem. “Estamos mudando a imagem da terra da ilegalidade.”

Publicado em 28/02/2010 Denise Paro, correspondente
Paulo Fernando Quintella - Diretor
quintella@districal.net