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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Igreja Católica mobiliza fiéis para Caminhada Vida sem Drogas


Aterceira Caminhada Vida Sem Drogas, que será realizada neste sábado, às 17 horas, com apoio de entidades que compõem o Conselho Municipal Sobre Drogas, terá forte participação da Igreja Católica, que mantém a Comunidade Terapêutica Sagrada Família Dom Olívio Aurélio Fazza, uma das três comunidades terapêuticas de Foz do Iguaçu. O bispo diocesano Dom Dirceu Vegini mobilizou as paróquias, principalmente da região central, e determinou ampla divulgação da caminhada para a participação dos fiéis.

"Convocamos todas as pessoas de boa vontade, independente da religião que professemos, a assumirmos esta causa, colocando a vida do ser humano em primeiro lugar. Salvar vidas é necessário e urgente. Sejamos corajosos e ousados. Que a sociedade iguaçuense continue unida, solidária na defesa da vida da dignidade da pessoa humana", conclama o bispo que no sábado passado fez uma visita ao NAR – ANON, grupo de auxílio aos familiares de dependentes de narcóticos. "Eles fazem um trabalho muito importante de acolhida de famílias que têm filhos e parentes envolvidos nestas dependências químicas, acompanham a situação. Acolher e orientar, para elas saberem como lidar com esta situação, é muito importante porque algumas famílias acabam fechando a porta e não acolhem os dependentes", observou o religioso.

Embora explique que a igreja teve conhecimento da caminhada há pouco mais de uma semana, Dom Dirceu afirmou que a mobilização tem sido intensa, com distribuição de cartazes, divulgação do ato no horário da Ave Maria – inclusive por meios radiofônicos -, dentre outros. Dom Dirceu Vegini antecipou que não participará da caminhada porque estará em Missal, mas afirmou que a Igreja será representada pelo padre Sérgio Bertotti, que está à frente da Comunidade Terapêutica Sagrada Família, além de outros párocos e de seus fiéis.

Ele enfatizou que a Igreja pode ajudar as pessoas com dependência química, desde que ela esteja num estágio inicial, "Muitas vezes essa pessoa está em busca do sentido da vida, da felicidade, e é feita essa proposta das drogas onde as pessoas entram por curiosidade, e acabam ficando dependentes. Essa busca pelo sentido da vida não é por aí, pois a pessoa vai se destruindo aos poucos e também a vida familiar", observou. "Mas o trabalho da Igreja é mais voltado à prevenção, na motivação à juventude, porque fica mais difícil depois recuperar um dependente químico. Temos que trabalhar neste sentido da prevenção, e levarmos nossa solidariedade, com gestos concretos, àqueles que nos pedem socorro, principalmente aqueles que querem ajuda", resumiu.

O secretário municipal da Juventude, Trabalho e sobre Drogas, Camilo Antônio de Lima, a caminhada acontece, estrategicamente, sempre uma semana antes do início do carnaval, com apoio de parceiros como a RPC – Rede Paranaense de Comunicação, Guarda Mirim, OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, Secretaria de Segurança Pública, Vara da Infância, dentre outros. "A caminhada na semana que antecede o Carnaval é uma prevenção primária para a conscientização do uso abusivo e indevido de drogas que aumenta consideravelmente neste período carnavalesco", ressaltou o secretário.

Com saída prevista às 17 horas da frente do Edifício Classic, na Xavier da Silva, 616, onde ficam diversas secretarias da Prefeitura de Foz, a caminhada prosseguirá pela avenida Brasil e até a Praça do Mitre, com chegada estimada às 18 horas, onde serão realizados shows artísticos com grupos de jovens do município. "No ato estaremos distribuindo informações sobre a rede primária de atendimento, bem como algumas cartilhas para a conscientização da família, dos professores, dos jovens, em relação ao uso indevido de drogas", antecipou o secretário.

Camilo afirma que Foz segue a tendência mundial de aumento do uso de drogas, e cada vez mais cedo. Há dez anos, o ingresso no mundo das drogas se dava aos 16 anos. Atualmente, o ingresso acontece aos oito anos. E a droga que predomina entre os dependentes químicos é o crack, porque tem um valor inferior, a despeito de seu efeito devastador. Cada uma das comunidades terapêuticas atende entre 25 a 30 jovens que não se adaptam ao centro de apoio psicossocial – álcool e drogas (CAPS AD), ambulatório e outras formas de atendimento. Somente no CAPS - AD são atendidos entre 300 a 400 pessoas mensalmente.

Gazeta do Iguaçu

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